Todos os dias ele acordava cedo para cumprir seu dever. A luz surgia juntamente com vozes alheias discutindo besteiras e os pedidos de silêncio ecoavam pelos sons incontroláveis. De repente, silêncio. Aquele ritual estranho de enumerar seres se inicia. De 1 a 30, não são nada além de números; números que respiram, que pensam e que bocejam. E então, o trabalho começa. Hoje em dia, com tantos problemas e discussões sociais, não prestamos atenção às doces respirações inquietas da dúvida. Culpamos o mundo, mas dentro das salas de aula, o mundo é uma bola! Como pode uma bola ter culpa? Culpamos o homem, mas nos livros de história o homem é um herói; Como pode ter culpa? Então, culpamos a educação. Ninguém se sacrificaria pelo conhecimento dos outros. Ninguém, apenas ele. Todos os dias ele acordava cedo para cumprir seu dever. Todos os dias, a riscar a lousa, o giz morria um pouco mais. E quando ele é apenas metade do que já foi, jogam-no no lixo. Sorrindo, chorando ou simplesmente cansado; Ele vai para o lixo. Algumas vezes serve de artilharia para seus pupilos, mas de qualquer forma ele é esquecido ao som de um funk. Seu sacifício é em vão. "Novinha, vê se não meche comigo!"
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1 comentários:
"meu estilo é neuróticão". é meu professor de literatura :/
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