sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Mar aberto.

Todas as noites ele sentava-se na proa empoeirada e olhava o movimentado reflexo lunar nas águas. Lembrava-se de tudo. Cada dia passado acumulava histórias breves e longas, dramáticas e engraçadas, com mulheres e peixes.
Cansados, os olhos fechavam-se e sorriam. Eram tempos tranqüilos. Seria ousadia dizer-lhes felizes, mas tranqüilos, ah, sim! Até demais.
A tempos as ondas não invadiam seu convés, a tempos nova terra não surgia. A vida passava assim, simplesmente passando. De uma forma até bela.
Chorava quando queria chorar, dava risada dos infortúnios irregulares da vida. Era louco, feliz sozinho. Ah, se pudessem me ouvir!

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