Ser uma bolacha não deve ser empolgante. Aliás, a curta vida dessas inocentes criaturas deliciosas chega a ser cruel. Ficam empacotadas esperando para serem devoradas. É como estar preso aguardando a forca. E o pior de tudo é que nós, seres desumanos, as embalamos em fileiras. Durante todo o curto prazo em que estão presas em seu cativeiro de plástico, a única companhia que irão desfrutar é a de outras duas aprisionadas desconhecidas que a envolvem. Isso sem falar na pobre coitada que fica na ponta.
A situação já é ruim, mas pode piorar se as pobres coitadas forem recheadas. Vai sempre existir uma pré-destinada dentro do pacote que será decapitada. É sorte quando apenas uma vítima sofre dessa crueldade, mas existem gulosos espalhados pelo mundo que fazem questão de, após retirar as pequenas e indefesas bolachas de sua prisão enfileirada, fazer uma separação de órgãos vitais. É uma técnica antiga, porém muito utilizada. A descrição desse ritual macabro não é recomendada para pessoas com problemas cardíacos. Primeiro, retira-se o recheio por completo utilizando-se da língua. Depois, as duas partes que o protegiam são digeridas, uma de cada vez.
A sociedade atual se preocupa cada vez mais com o meio ambiente, a sustentabilidade, o aquecimento global, a violência urbana e a desigualdade social. Há! Mas ninguém, eu repito, NINGUÉM, tem a coragem de olhar para o próprio umbigo e perceber quem realmente sofre. Pense nisso.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Triste verdade.
Postado por Lion Head às 14:11
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