A praça era a mesma, mas já aparentava seus tantos anos de vida. Suas árvores não eram mais verdes, seus delicados bancos que, um dia, presenciaram as verdadeiras histórias de amor, agora estavam enferrujados. O balanço não balança mais e os ladrilhos amarelados que a circundam já não suportam peso.
Os dias passam inúteis. A noite reflete o dia que incrivelmente se conduz através das nuvens. Na realidade, o tempo é inexistente.
São poucas as pessoas que se perdem no tédio e na inocência do envelhecido olhar que refresca suas doces histórias. Lembro-me de uma, só uma. É curta e talvez incompleta, mas, Deus! Como me toca!
Fazia frio, apesar dos calorosos raios de Sol estarem presentes no céu azul. Uma jovem moça entrava sorrateira pelo caminho amarelado, com seus sapatos rosados e seu vestido rodado. Era jovem e aparentemente distraída, mas que olhar! Parecia pensar em tudo e em nada. Com sua contradição, sentava-se no banco mais próximo para melhor observar o céu.
Não se passando nem cinco minutos, sentou ao seu lado um jovem estudioso que lia algo por puro prazer.
Inicialmente, os dois jovens estavam tão distantes como duas galáxias no universo. Os pensamentos voavam e o os olhares se perdiam em meio às folhas esverdeadas as árvores e às folhas, já rasgadas, de papel. Mas, repentinamente, o jovem sentiu. Aquele doce aroma que vinha de algo desconhecido. Tomava-lhe por inteiro. Depois de uma fração de segundos, ele escutou a tranqüila respiração, digna de uma dama. O olhar desviou-se da fabulosa história que estava a ler e perdeu-se nas árvores em busca da moça que o cativara. Obviamente, o curioso moço sabia para onde olhar, mas como olhar?
Engraçado como os sentidos são aguçados. A bela moça sabia, não, espere, ela sentia. Os dois sentiam e sabiam que ambos sabiam. Seria loucura se não fosse assim.
Ela virou lentamente o rosto e, em profundo canto de olhar, observou o jovem estático a procurá-la.
Encontrando-a em meio as nuvens, ele sorriu. E pela eternidade, os dois se amaram.
Ao escutar o relógio despertar, o jovem levantou-se com pesar e foi embora em passos fundos que desejavam ficar. A jovem viu seu amante ir embora. Sorriu.
Não sabiam seus nomes, anseios ou medos. Não reconheceriam seus rostos em uma rua movimentada, mas se amaram e foram correspondidos com tamanha beleza, que detalhes mundanos não evitariam o eternizar dos doces segundos que se afundaram nas folhas a voar. A brisa continuava a soprar e tocava ambos os fios de cabelos que se encontravam, distantes.
Ah, a paixão!
Os dias passam inúteis. A noite reflete o dia que incrivelmente se conduz através das nuvens. Na realidade, o tempo é inexistente.
São poucas as pessoas que se perdem no tédio e na inocência do envelhecido olhar que refresca suas doces histórias. Lembro-me de uma, só uma. É curta e talvez incompleta, mas, Deus! Como me toca!
Fazia frio, apesar dos calorosos raios de Sol estarem presentes no céu azul. Uma jovem moça entrava sorrateira pelo caminho amarelado, com seus sapatos rosados e seu vestido rodado. Era jovem e aparentemente distraída, mas que olhar! Parecia pensar em tudo e em nada. Com sua contradição, sentava-se no banco mais próximo para melhor observar o céu.
Não se passando nem cinco minutos, sentou ao seu lado um jovem estudioso que lia algo por puro prazer.
Inicialmente, os dois jovens estavam tão distantes como duas galáxias no universo. Os pensamentos voavam e o os olhares se perdiam em meio às folhas esverdeadas as árvores e às folhas, já rasgadas, de papel. Mas, repentinamente, o jovem sentiu. Aquele doce aroma que vinha de algo desconhecido. Tomava-lhe por inteiro. Depois de uma fração de segundos, ele escutou a tranqüila respiração, digna de uma dama. O olhar desviou-se da fabulosa história que estava a ler e perdeu-se nas árvores em busca da moça que o cativara. Obviamente, o curioso moço sabia para onde olhar, mas como olhar?
Engraçado como os sentidos são aguçados. A bela moça sabia, não, espere, ela sentia. Os dois sentiam e sabiam que ambos sabiam. Seria loucura se não fosse assim.
Ela virou lentamente o rosto e, em profundo canto de olhar, observou o jovem estático a procurá-la.
Encontrando-a em meio as nuvens, ele sorriu. E pela eternidade, os dois se amaram.
Ao escutar o relógio despertar, o jovem levantou-se com pesar e foi embora em passos fundos que desejavam ficar. A jovem viu seu amante ir embora. Sorriu.
Não sabiam seus nomes, anseios ou medos. Não reconheceriam seus rostos em uma rua movimentada, mas se amaram e foram correspondidos com tamanha beleza, que detalhes mundanos não evitariam o eternizar dos doces segundos que se afundaram nas folhas a voar. A brisa continuava a soprar e tocava ambos os fios de cabelos que se encontravam, distantes.
Ah, a paixão!

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